Cidades de Papel x 500 Dias Com Ela

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*PODE CONTER SPOILER*

Cidades de Papel já era um dos meus livros favoritos antes de sair o filme. Quando assisti o filme, logo ele se tornou um dos meus filmes favoritos, mas dessa vez por um motivo diferente.

 Não sei se foi por conta da minha idade quando li o livro, mas vendo o filme comecei a perceber coisas que ainda não tinha percebido. O livro se tornou o meu favorito pelo drama de Quentin ao procurar por Margo e ser rejeitado. O filme não, Quentin não é tão vítima assim. Passei a enxergar a história com outros olhos.

 Acredito que a maior parte das pessoas que leram ou assistiram o filme achou Margo uma grande filha da mãe, insensível e egoísta. Mas não é bem assim. Ela apenas estava sendo ela, não mudou suas convicções por homem nenhum, não desistiu da sua verdadeira essência. E eu admiro muito ela por isso. 

 O mesmo aconteceu na história de 500 Dias Com Ela. Summer só não queria um relacionamento sério com Tom. Custava entender isso? Ela com certeza não é uma vagabunda por deixar claro que, para ela, aquilo tudo estava sendo uma diversão temporária. Se o cara quis acreditar que mudaria a sua maneira de pensar, bom, nós não podemos fazer nada.

 Margo e Summer são humanas. Nem todo filme de romance vai terminar com um final feliz. Lide com isso. Não critique uma personagem por ter traços reais. É curioso pensar o quanto Quentin e Tom são defendidos por terem sido ingênuos. Mas é preciso perceber que: a vida segue após uma rejeição. 

 Nos dois filmes nós notamos características parecidas: Cidades de Papel – um menino apaixonado, uma menina autentica; o menino corre atrás dela por pensar que ela, ao saber que ele é apaixonado por ela, voltaria para casa e seriam felizes para sempre. 500 Dias Com Ela – um homem apaixonado, uma mulher independente; o homem culpa a moça por ela não querer um relacionamento com ele, mesmo tendo deixado isso claro desde o início da história.

 Porque isso é importante? 

 Não sei ao certo porque sinto que deveria estar falando sobre isso, mas percebi que Margo e Summer são tão reais, assim como Quentin e Tom. Nós, seres humanos, achamos que é dever dos outros gostar da gente da mesma maneira que gostamos deles, mas não é assim que as coisas acontecem. Não vitimize Quentin e Tom. Não xingue Margo e Summer.

 Essas duas personagens femininas representam grande parte das mulheres. As pessoas acham que toda boa moça quer ter um relacionamento sério com um cara legal, mas as vezes a boa moça só quer ficar sozinha e correr atrás dos seus sonhos sozinha. Os dois personagens masculinos representam grande parte, ainda, dos homens que culpam as companheiras por não quererem ter algo com eles. Elas só queriam se divertir, fazer o que tinham vontade. Porque as coisas precisam se complicar? Margo queria um aliado para sua aventura, não mais uma pessoa que poderia machucá-la. Summer só queria aproveitar o tempo que estava com Tom, sem se preocupar com o futuro, mas existe essa mania das pessoas de não conseguir viver o momento e estar sempre se pensando na frente. Elas só são culpadas por terem escolhido a felicidade delas ao invés de mudar todos os seus planos por um outro alguém. Com essa culpa todas nós deveríamos viver. 

E que nós possamos assistir mais filmes reais como estes ♥

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3 comentários sobre “Cidades de Papel x 500 Dias Com Ela

  1. Adorei a analogia que você fez com estes dois filmes, e confesso, que adoro os dois, e prefiro finais mais realistas mesmo hehe. Na vida real, muitas vezes, não tem finais felizes, e relacionamentos acabam mal, mas não há nenhum problema em uma garota querer se aventurar por aí e não querer um relacionamento mais sério, não é mesmo?
    Adorei seu post *-*
    Um beijão!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Não vi o primeiro, mas revi 500 dias várias vezes.
    O filme já começa com um carimbo “esta não é uma história de amor”. Acho-o extremamente dúbio, do início ao fim. Algo capaz de mexer com os sentimentos e torcidas do espectador. Se pararmos para pensar, o final foi triste? Não necessariamente, só com um desfecho inesperado, mas com uma arvorezinha nascendo no “dia 501”. Retrata de forma magistral diversas cenas de nossas próprias vidas. Só Xingar Summer ou sentir pena de Tom talvez signifique não querer enxergar mais além, o que é uma pena.

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