Zona de conforto


As vezes me pego pensando em quando eu troquei de escola. Vivi 8 anos da minha vida com pessoas incríveis e quando chegou o momento de me despedir foi mais difícil do que eu imaginei.

Depois disso acabei conhecendo pessoas tão incríveis quanto e sorrindo na mesma intensidade. Cresci – e muito – na escola nova. Minha forma de ver o mundo, meu jeito de me expressar e até mesmo as playlists que faziam parte dos meus dias.

Aprendi que não posso me privar de viver o agora porque ainda sinto falta do que já passou. Tive que me acostumar, e vou te contar que foi complicado no começo, mas depois, como diria um professor de biologia, foi só alegria. E é só alegria ainda.

Reencontrei muitas daquelas pessoas que deixei pra trás na antiga escola com o tempo. Escutei de um ex colega que ele não tava me reconhecendo. Ele disse que nunca pensou que eu estaria dançando funk ou rindo abraçada em gente que acabei de conhecer.

Agora pode parecer que o texto é sobre o quão grata eu sou por ter me entregado ao funk. O que pode ser também, mas estou tentando falar outras coisas junto.

Felizmente eu mudei. E quero continuar mudando. No início disso tudo eu tive medo. Não queria que nada mudasse, e muito menos eu mesma. Hoje eu agradeço a qualquer força superior ou simplesmente ao acaso por eu ter me permitido tantas experiências.

Nós não devemos jamais nos privarmos do novo por estarmos na zona de conforto. Quando eu sai dela percebi que fora as coisas são mais animadas.

Nada acontece sem alguma razão. E é vivendo que nós encontramos ela.

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