UM ANO de novo

DSC_3013.png

Há um ano atrás tudo mudou de novo. O que eu vivi no ensino médio já estava só na memória, assim como algumas pessoas que passaram a ser apenas partes bonitas das fotografias da minha adolescência. Posso dizer que arrisquei bastante, de certa forma, naquele tempo. Troquei de escola, fiz novas amizades, iniciei meu namoro. Mas já estava na hora de um novo plot twist na minha vida.

Comecei a faculdade, terminei meu namoro e sobrevivi a um semestre tendo aulas de lógica na Filosofia. Até que não foi tão ruim assim, afinal. Aprendi sobre premissas e quais argumentos eram realmente válidos para determinadas conclusões. Ainda acredito que as que usamos foram válidas. E na nossa conclusão? Foi boa também.

Pensei que não aguentaria, que voltaria atrás de tudo o que disse e sentia. Pensei que nunca fosse encontrar outra pessoa. E eu também pensei que fosse me preocupar caso não encontrasse. No final das contas encontrei a melhor pessoa que poderia procurar: eu mesma.

Fui atrás dos meus sonhos, me concentrei no que eu realmente quero. Repensei minhas atitudes de dois anos atrás. Me perguntei porque disse “sim” e descobri que eu ainda vivia com meu complexo de príncipe encantado. Olhei fotos antigas e senti falta de quem me afastei por insegurança. Desfiz meus conceitos de muitas coisas que antes pensei serem completamente verdadeiras.

Amadureci, no final das contas. Era exatamente o que eu queria e precisava.

No sábado passado comemorei meu aniversário de um ano de solteira. Não que eu estivesse contando os dias. Nem que eu ainda sinta falta. E não, não que o namoro tenha sido ruim assim. Só é bom poder comemorar este tempo em que eu me encontrei e comecei a fazer mais por mim, além de tudo o que já fiz por outra pessoa.

 

Anúncios

Crise dos quase 20

sardas

Que escândalo, Mariana. Acabou de fazer 18 anos e já tá reclamando do tempo.

Exato. 18 anos na cara e já tô tendo aquela crise.

Ontem entrei na Saraiva do Praia de Belas com a minha mãe, sentamos e tomamos um café no Shakespeare Café. Não é novo, mas também não é muito velho. Que nem eu.

Por acaso comecei a lembrar das primeiras vezes que entrei naquela livraria e como eu falava todas as vezes que na minha futura casa iria ter uma parede cheia de livros. Lembrei que ficava horas ouvindo Jonas Brothers, Selena Gomez e Miley Cyrus no fone de ouvido, quase morria do coração quando encontrava cd deles pra vender – mesmo sabendo que obviamente teriam os álbuns deles ali.

Enquanto comia minha empada de frango dizia para a minha mãe o quanto eu quero um estágio. Antes eu só entrava lá pensando em quantos livros levaria para casa e se algum dia eu descobriria quem é “A” de Pretty Little Liars.

Sinto tanta falta desse tempo. Quando eu tinha 13 anos, discutia PLL com a Carol na sala de aula, me esforçava para tirar 9 em matemática e ainda sobrava tempo para ficar horas e horas no Tumblr.

Entre um gole e outro do meu suco natural de laranja – sim, o café de verdade só quando esse calor de Porto Alegre passar, por favor – minha mãe leu uma publicação do Facebook que perguntava se eu escolheria poder tomar uma pílula que voltasse no tempo ou uma aquela que me daria dez milhões de reais. Não vamos romantizar, eu escolhi a grana. Afinal, só conseguia pensar na minha necessidade de um estágio. Mas se eu pudesse realmente escolher, teria tomado a pílula que volta no tempo. Quero poder ir em outro show dos Jonas Brothers, chorar abraçada na Thaynah depois e pedir desculpas por ter deixado ela com dor nas costas. Quero poder ficar o dia inteiro lendo e imaginando como seria sensacional poder lançar um livro também. Quero poder sonhar mais ao invés de estar o tempo inteiro pensando em soluções.

Infelizmente não posso escolher mais isso. A realidade me deu um tapa na cara quando minha mãe perguntou porque diabos eu não procurei nenhum livro sobre publicidade ou marketing enquanto estava lá dentro. Na verdade eu só estava respirando fundo e lembrando como era bom entrar ali sem nenhum peso nos ombros.

A primeira crise dos 20 aconteceu com 18, enquanto escuto todos os cds dos Jonas Brothers de novo enlouquecidamente no quarto. Imagina como não vai ser quando os 20 de fato chegarem.

Daqui Em Diante

330b03d3c876f8ba9d5d7d6ab2cc30ff

 Me peguei pensando no futuro ~nossa Mariana, tu é a diferentona da vida hein.~, pensando nos meus maiores sonhos e se eles realmente serão realizados. Quando eu era criança me imaginava fazendo a diferença no mundo, ajudando pessoas e melhorando o dia dos outros só por estar sorrindo por perto. Sempre imaginei que a vida seria fácil, que em certo momento eu teria a minha própria série no Disney Channel e seria melhor amiga dos Jonas Brothers. As coisas mudaram. Eu já sei que a minha série na Disney é um sonho talvez pra próxima vida e que os Jonas Brothers vivem uma realidade bem distante da minha.

 Sempre tentei ver o lado bom de cada coisa ruim que aconteceu na minha vida. Eu tentava fazer tudo como mandavam eu fazer, sem nem pensar se era aquilo o que eu realmente queria. Não achava que as pessoas realmente se importavam com o que eu penso, e talvez nem eu quisesse me importar. Por muito tempo, eu fiz tudo como deveria ser feito pros outros e deixei a minha vontade em segundo plano. Mas agora eu aprendi, – ou acho que sim. 

 A vida é uma jornada um tanto quanto estranha. Quando a gente pensa que já entendeu tudo e sabe exatamente o que está acontecendo, logo percebemos que estávamos enganados. Nós traçamos metas e objetivos constantemente. Não nos importamos com o resultado e, muitas vezes, até nos esquecemos de correr para riscar os itens da lista.

 Eu quero fazer as coisas diferentes agora. Não quero mais traçar sonhos sem realizar nenhum. Não vou mais esperar que o universo conspire á meu favor, porque talvez ele nem esteja conspirando pra mais ninguém. NÃO, eu não estou dizendo que vou seguir a linha da meritocracia e vou correr atrás dos meus méritos, coisa que todo mundo deveria fazer porque todos temos as mesmas oportunidades (?), claro que não! Só tô tentando dizer que vou me mexer mais, afinal os meus itens de desejos pra 2016 não vão ser riscados sozinhos e muito menos os meus desejos pra minha vida.

 Esse ano faço 18 anos. Vou tirar a carteira (ou não). Vou estar cursando Publicidade e Propaganda (ou não). Vou ser feliz cada dia da minha vida, do jeito que tiver que ser. E não vou desistir.

 Um (grande) amigo meu me mandou uma foto da primeira página do livro que ele está escrevendo hoje. De repente foi essa fotinho que me inspirou e me deixou com o coração batendo mais forte pelos meus objetivos. De repente, depois desse texto eu simplesmente deite na minha cama e não faça nada do que eu realmente disse que faria. Mas de repente, depois desse texto eu comece a mudar realmente. Afinal, já ta na hora de parar de escrever para se convencer e não convencer nada. 

 As pessoas tem uma certa dificuldade em entender que cada um tem o seu tempo. Cada um tem os seus sonhos, ideais e suas vontades. Precisamos parar de querer que todo mundo nos entenda. Vamos nos preocupar em entendermos a nós mesmos, que tal? E então nós iremos poder fazer coisas que melhorarão quem somos e nos levarão para o caminho em que queremos ir.